agridoceja
Acho que só quero um colo quente, um sorriso calmo e um olhar de ‘ok, tudo bem, estou aqui’, um abraço de conforto. Qualquer coisa que me fizesse acreditar que amanhã vai ser melhor que hoje. Alguém capaz de me aninhar no peito e abraçar meus ombros cansados de tantos revezes. Sou do tipo bad girl, mas sou cheia de feridinhas pelo corpo, sinalizando minhas lutas constantes. O mundo bate e te surra sem dó. A solidão é covarde e faz você criar coisas onde elas nem existem. Dá vontade de sumir, mas não das pessoas, e sim, de você. Habitar seu corpo é algo dolorosamente foda! Só dá vontade de morrer e pôr fim nessa baboseira toda que a gente chama de vida. Um jogo chato e irritante que faz a gente ter que acordar todo dia agradecendo. Agradecendo à que? Essa dor vai te consumindo e num determinado momento, até o ateu dobra os joelhos e reza. Mas reza na esperança dessa tal força divina, ouvir tuas dores e te acalmar ou te deixar dormir. A verdade é que, nos devaneios e gritos silenciosos, um pedaço sangra sem parar. A hemorragia tá dominando a alma, e duvido muito que dessa vez, eu saia ilesa. Mais um cristal rompido. Quero um abraço longo, num último suspiro tentando dizer ‘eu tentei’.
- Finalmente?